segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Quanto custa um milagre?

Uma garotinha esperta, de apenas 6 anos de idade, ouviu seus pais conversando sobre seu irmãozinho mais novo. 

Tudo que ela sabia era que o menino estava muito doente e que estavam completamente sem dinheiro

Iriam se mudar para um apartamento num subúrbio, no próximo mês, porque seu pai não tinha recursos para pagar as contas do médico e o aluguel do apartamento. 

Somente uma intervenção cirúrgica muito cara poderia salvar o garoto, e não havia ninguém que pudesse emprestar-lhes dinheiro. 

A menina ouviu seu pai dizer a sua mãe chorosa, com um sussurro desesperado: Somente um milagre poderá salvá-lo. 

Ela foi ao seu quarto e puxou o vidro de gelatina de seu esconderijo, no armário. Despejou todo o dinheiro que tinha no chão e contou-o cuidadosamente, três vezes. 

O total tinha que estar exato. Não havia margem de erro. Colocou as moedas de volta no vidro com cuidado e fechou a tampa. Saiu devagarzinho pela porta dos fundos e andou 5 quarteirões até chegar à farmácia. 

Esperou pacientemente que o farmacêutico a visse e lhe desse atenção, mas ele estava muito ocupado no momento. 

Ela, então, esfregou os pés no chão para fazer barulho, e nada! Limpou a garganta com o som mais alto que pôde, mas nem assim foi notada. 

Por fim, pegou uma moeda e bateu no vidro da porta. Finalmente foi atendida! 

O que você quer? Perguntou o farmacêutico com voz aborrecida. Estou conversando com meu irmão que chegou de Chicago e que não vejo há séculos, disse ele sem esperar resposta. 

Bem, eu quero lhe falar sobre meu irmão. Respondeu a menina no mesmo tom aborrecido. Ele está realmente doente... E eu quero comprar um milagre. 

Como? Balbuciou o farmacêutico admirado. 

Ele se chama Andrew e está com alguma coisa muito ruim crescendo dentro de sua cabeça e papai disse que só um milagre poderá salvá-lo. 

E é por isso que eu estou aqui. Então, quanto custa um milagre? 

Não vendemos milagres aqui, garotinha. Desculpe, mas não posso ajudá-la. Respondeu o farmacêutico, com um tom mais suave. 

Escute, eu tenho o dinheiro para pagar. Se não for suficiente, conseguirei o resto. Por favor, diga-me quanto custa. Insistiu a pequena. 

O irmão do farmacêutico era um homem gentil. Deu um passo à frente e perguntou à garota: Que tipo de milagre seu irmão precisa? 

Não sei. Respondeu ela, levantando os olhos para ele. Só sei que ele está muito mal e mamãe diz que precisa ser operado. Como papai não pode pagar, quero usar meu dinheiro. 

Quanto você tem? Perguntou o homem de Chicago. 

Um dólar e onze centavos. Respondeu a menina num sussurro. É tudo que tenho, mas posso conseguir mais se for preciso. 

Puxa, que coincidência, sorriu o homem. Um dólar e onze centavos! Exatamente o preço de um milagre para irmãozinhos. 

O homem pegou o dinheiro com uma mão e, dando a outra mão à menina, disse: Leve-me até sua casa. Quero ver seu irmão e conhecer seus pais. Quero ver se tenho o tipo de milagre que você precisa. 

Aquele senhor gentil era um cirurgião, especializado em neuro-cirurgia. 

A operação foi feita com sucesso e sem custo algum. Alguns meses depois, Andrew estava em casa novamente, recuperado. 

A mãe e pai comentavam alegremente sobre a seqüência de acontecimentos ocorridos. A cirurgia, murmurou a mãe, foi um milagre real. Gostaria de saber quanto deve ter custado. 

A menina sorriu. Ela sabia exatamente quanto custa um milagre... 

Um dólar e onze centavos... Mais a fé de uma garotinha... 

* * * 

Não há situação, por pior que seja, que resista ao milagre do amor. 

Quando o amor entra em ação, tudo vence e tudo acalma. 

Onde o amor se apresenta, foge a dor, se afasta o sofrimento e o egoísmo bate em retirada.
Redação do Momento Espírita, com base em texto de autoria desconhecida. Disponível no CD Momento Espírita, v.6, ed. Fep. Em 

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